Um movimento vêm crescendo nos últimos anos. O chamado “maternidade real”. O que é a maternidade real, senão a sua própria forma de significar essa maternidade?
Esse movimento ganha força por mostrar o lado não romantizado de ser mãe. E é realmente muito importante que as mães possam mostrar os múltiplos lados que envolvem criar um ser humano.
Por anos, as pessoas falavam apenas do “lado bom”. Do amor incondicional, da troca, da beleza da transformação, etc. Somos julgadas como mulher, e portanto, também somos julgadas na maternidade. O medo desse julgamento é a base de toda culpa que a mãe sente quando pensa que não faz o suficiente, quando pensa que falha, quando pensa que a maternidade da amiga é mais fácil, que o filho é mais “bonzinho”…
Quando na verdade, os desafios existem em todas as casas. As pessoas normalmente, só não falam o tempo todo sobre eles. Cada um vai passar por problemáticas e demandas específicas, e que muitas vezes, se conectam com outras parecidas em algum aspecto. Por isso a importância de possuir espaços para falar sobre elas, de possuir acolhimento e de possuir mais abertura para um compartilhamento sincero.
Criar um ser humano é uma tarefa que demanda extrema responsabilidade, força de vontade, paciência, consciência, (auto) perdão e amor. A culpa faz parte e a (auto) cobrança também. Nem sempre será bonito e amável. Afinal, essa é a vida!
Ser sincera com aquilo que você sente, entender as suas limitações e entender em primeiro lugar que você é um ser humano, que trabalha o tempo todo para ser melhor, que necessita da transformação, que irá falhar inevitavelmente, mas que está fazendo o possível. E isso é suficiente!
